A morte de Nelson Mandela no último
dia 05 de dezembro alçou o líder à imortalidade imprimindo seu nome na história
e elevando sua memória ao panteão do qual fazem parte Gandhi e Martin Luther
King. Um homem que lutou em prol da igualdade racial e direitos humanos sempre
de forma pacífica. No período de 27 anos em que esteve preso Mandela buscou
inspiração em um poema e o viu como raio de luz que emanava por entre as grades
de seu confinamento arbitrário: “não
importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a
sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. O
poema escrito em 1875 pelo britânico William Ernest Henley foi a trilha que guiou
a luta pela vida e liberdade à qual Mandela recuperou somente em 1990. Em 1994
venceu as eleições presidenciais da África do Sul tornando-se, ironicamente, o
primeiro presidente negro de seu país. Em 2009 Clint Eastwood dirigiu Invictus, que assim como o poema de
Henley nos inspira a sermos melhores não apenas fisicamente, mas
espiritualmente, inspira força, inspira paz, inspira Nelson Mandela.
