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4 de janeiro de 2014

O Mordomo da Casa Branca (2013)

O novo filme de Lee Daniels exagera na construção de seu personagem, a ideia de criar uma cinebiografia histórica transformou a obra em ficção estórica, a demasia em alterar os fatos reais em prol do personagem foi tamanha que a película pode ser comparada com Forrest Gump sem exageros. A história do mordomo que serviu a Casa Branca entre 1952 e 1986, é baseada em Eugene Allen, que de semelhança com o longa só possui a cor negra e o tempo de trabalho, praticamente todo o resto foi criado para enaltecer a obra dentro da história. Mas até que ponto o contexto histórico é mais importante que a própria história de quem se descreve?

24 de fevereiro de 2013

Argo (2012)


Quando tinha oito anos de idade Ben Affleck conheceu Matt Damon, que na época tinha apenas dez anos. Daí surgiu uma das amizades mais duradouras do cinema que lhes renderia, em 1998, o Oscar de melhor roteiro original pelo filme Gênio Indomável. Acompanho o trabalho dos dois desde então. Affleck iniciou sua carreira de diretor há alguns anos e chega a seu ápice com Argo. O filme tem tudo para ser um clichê, uma história forçada que exalta o orgulho de qualquer estadunidense. O filme tem tudo para ser um clichê... Se não fosse uma história incrivelmente real com uma direção genial.

18 de fevereiro de 2013

Lincoln (2012)


Sem saber guardei o melhor do Oscar 2013 para o fim, assisti neste fim de semana os últimos três filmes que concorrem ao prêmio principal do Oscar, para minha grata surpresa são os três melhores, Django Livre, que assisti anteriormente, também é muito bom, mas receio que não seja “oscarizável”. A trama Argo é tensa e bem montada, As Aventuras de Pi é fenomenal com um desfecho inimaginável e surpreendente, Lincoln é o retrato de uma figura icônica realizada por um diretor que presa os detalhes e por um ator que se confunde com o próprio personagem que interpreta. Uma espécie de Médico e o Monstro do cinema em uma história fascinante.

17 de dezembro de 2012

Guerra ao Terror X Avatar


Uma das maiores injustiças cometidas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela entrega do Oscar, foi elevar Guerra ao Terror como maior vencedor do prêmio de 2010 conquistando 06 estatuetas, entre elas as mais importantes: melhor filme, direção e roteiro original. Enquanto Avatar garantiu apenas 03 prêmios, todos de ordem técnica. O que levou Guerra ao Terror ao topo da premiação não foi o lado artístico, mas sim o apelo político do longa.