Meu primeiro contato com o cinema de
Quentin Tarantino foi em 1998 quando, em um dos arroubos de rebeldia
adolescente, matei aula com um grande amigo colega de classe. Ele tinha alugado
o VHS de Um Drink no Inferno (From Dusk
Till Dawn) e o vira por três vezes seguidas, como qualquer coisa era melhor
que a escola fui a sua casa para assistir o filme que havia se tornado a
sensação dos “caras maus”. Na época eu não tinha noção de quem era Tarantino,
Robert Rodriguez ou Harvey Keitel e só conhecia George Clooney de Plantão
Médico que era exibido na hora mais tardia que eu ousava ficar acordado. Nesse
instante eu compreendi que um filme de Tarantino nos faz emergir de suas imagens
de alma lavada e por mais que a violência seja exagerada é inegável a
camuflagem para a ironia e a casualidade retratadas.