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19 de maio de 2013

Dragão Vermelho (2002)


No prólogo da edição brasileira de Dragão Vermelho Thomas Harris descreve como conheceu o Dr. Hannibal Lecter. Repórter policial na década de sessenta, ele diz que ninguém inventa uma história, ela está ali, basta descobrirmos e no outono de 1979 se isola na cabana de um amigo no delta do Mississipi e começa a escrever a obra que daria origem ao serial killer mais conhecido do cinema. Ele tentava vislumbrar a solução daqueles crimes juntamente com Will Graham, algumas vezes no escuro de sua cabana acompanhado pelos cães selvagens e dóceis que vagavam pela plantação de milho defronte à cabana. Não tinha certeza de quem havia cometido os crimes, mas sabia que precisaria de ajuda. Ele conhecia as cicatrizes de Will e por noites a fio sofreu por ele, por também possuir cicatrizes do passado. Quando a porta de aço do Hospital Estadual de Chesapeake para Criminosos Insanos se fechou às suas costas mal sabia o que o aguardava no fim do corredor, mas sabia que seu destino seria mudado para sempre. Ele conhecera Hannibal Lecter.

5 de março de 2013

Um Drink no Inferno (1996)


Meu primeiro contato com o cinema de Quentin Tarantino foi em 1998 quando, em um dos arroubos de rebeldia adolescente, matei aula com um grande amigo colega de classe. Ele tinha alugado o VHS de Um Drink no Inferno (From Dusk Till Dawn) e o vira por três vezes seguidas, como qualquer coisa era melhor que a escola fui a sua casa para assistir o filme que havia se tornado a sensação dos “caras maus”. Na época eu não tinha noção de quem era Tarantino, Robert Rodriguez ou Harvey Keitel e só conhecia George Clooney de Plantão Médico que era exibido na hora mais tardia que eu ousava ficar acordado. Nesse instante eu compreendi que um filme de Tarantino nos faz emergir de suas imagens de alma lavada e por mais que a violência seja exagerada é inegável a camuflagem para a ironia e a casualidade retratadas.