No prólogo da edição brasileira de
Dragão Vermelho Thomas Harris descreve como conheceu o Dr. Hannibal Lecter.
Repórter policial na década de sessenta, ele diz que ninguém inventa uma
história, ela está ali, basta descobrirmos e no outono de 1979 se isola na
cabana de um amigo no delta do Mississipi e começa a escrever a obra que daria
origem ao serial killer mais conhecido do cinema. Ele tentava vislumbrar a
solução daqueles crimes juntamente com Will Graham, algumas vezes no escuro de
sua cabana acompanhado pelos cães selvagens e dóceis que vagavam pela plantação
de milho defronte à cabana. Não tinha certeza de quem havia cometido os crimes,
mas sabia que precisaria de ajuda. Ele conhecia as cicatrizes de Will e por
noites a fio sofreu por ele, por também possuir cicatrizes do passado. Quando a
porta de aço do Hospital Estadual de Chesapeake para Criminosos Insanos se
fechou às suas costas mal sabia o que o aguardava no fim do corredor, mas sabia
que seu destino seria mudado para sempre. Ele conhecera Hannibal Lecter.
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19 de maio de 2013
Dragão Vermelho (2002)
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5 de março de 2013
Um Drink no Inferno (1996)
Meu primeiro contato com o cinema de
Quentin Tarantino foi em 1998 quando, em um dos arroubos de rebeldia
adolescente, matei aula com um grande amigo colega de classe. Ele tinha alugado
o VHS de Um Drink no Inferno (From Dusk
Till Dawn) e o vira por três vezes seguidas, como qualquer coisa era melhor
que a escola fui a sua casa para assistir o filme que havia se tornado a
sensação dos “caras maus”. Na época eu não tinha noção de quem era Tarantino,
Robert Rodriguez ou Harvey Keitel e só conhecia George Clooney de Plantão
Médico que era exibido na hora mais tardia que eu ousava ficar acordado. Nesse
instante eu compreendi que um filme de Tarantino nos faz emergir de suas imagens
de alma lavada e por mais que a violência seja exagerada é inegável a
camuflagem para a ironia e a casualidade retratadas.
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Emerson Silva
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21:33
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