No prólogo da edição brasileira de
Dragão Vermelho Thomas Harris descreve como conheceu o Dr. Hannibal Lecter.
Repórter policial na década de sessenta, ele diz que ninguém inventa uma
história, ela está ali, basta descobrirmos e no outono de 1979 se isola na
cabana de um amigo no delta do Mississipi e começa a escrever a obra que daria
origem ao serial killer mais conhecido do cinema. Ele tentava vislumbrar a
solução daqueles crimes juntamente com Will Graham, algumas vezes no escuro de
sua cabana acompanhado pelos cães selvagens e dóceis que vagavam pela plantação
de milho defronte à cabana. Não tinha certeza de quem havia cometido os crimes,
mas sabia que precisaria de ajuda. Ele conhecia as cicatrizes de Will e por
noites a fio sofreu por ele, por também possuir cicatrizes do passado. Quando a
porta de aço do Hospital Estadual de Chesapeake para Criminosos Insanos se
fechou às suas costas mal sabia o que o aguardava no fim do corredor, mas sabia
que seu destino seria mudado para sempre. Ele conhecera Hannibal Lecter.