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15 de dezembro de 2013

Dogville (2003)

Lars Von Trier é um dos diretores mais pretensiosos do cinema, o que por vezes beira a arrogância, mas, de acordo com Dogville, o excesso de servidão também é considerado arrogância pela natureza de quem a pratica confrontada com quem a recebe. Não podemos deixar de admirá-lo pelas obras fortes e polêmicas. O que não é diferente em Dogville, lançado em 2003 chegando como favorito a Cannes e sendo superado por Elefante. O longa possui idealismo e conteúdos forte e brutal, o que torna a tarefa de descrevê-lo completamente ingrata. O filme trata de questões filosóficas, mitológicas e religiosas, mas a maior parte das evidências aponta para uma crítica cristã e ao modo de vida americano – American way of life.

12 de novembro de 2013

Elefante (2003)

A vitória de Elefante sobre o favorito Dogville, de Lars Von Trier, no Festival de Cannes de 2003 veio como surpresa. Ambos abordam o terrorismo doméstico em virtude do abuso moral. Baseados nas falhas do “American Way of Life” Elefante e Dogville tecem críticas ao modo de vida e política dos norte americanos. Inspirado no Massacre de Columbine, Gus Van Sant nos mostra um dia comum na Escola Secundária de Portland, exibindo seus alunos em atividades curriculares e a interação com os colegas, nem sempre amigável, resultando em bullying e abuso moral. Sant filmou Elefante (Elephant) de modo despretensioso, embora a obra seja de incalculável preciosismo, enquanto o adjetivo que mais se encaixa no perfil de Trier é a pretensão, seja em Dogville ou em qualquer trabalho de sua autoria.