Lars Von Trier é um dos diretores mais pretensiosos do cinema, o que por vezes beira a arrogância, mas, de acordo com Dogville, o excesso de servidão também é
considerado arrogância pela natureza de quem a pratica confrontada com quem a recebe.
Não podemos deixar de admirá-lo pelas obras fortes e polêmicas. O que não é
diferente em Dogville, lançado em
2003 chegando como favorito a Cannes e sendo superado por Elefante. O longa possui idealismo e conteúdos forte e brutal, o
que torna a tarefa de descrevê-lo completamente ingrata. O filme trata de
questões filosóficas, mitológicas e religiosas, mas a maior parte das
evidências aponta para uma crítica cristã e ao modo de vida americano – American way of life.
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15 de dezembro de 2013
Dogville (2003)
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Zlejko Ivanek
Postado por
Emerson Silva
às
17:44
12 de novembro de 2013
Elefante (2003)
A vitória de Elefante sobre o favorito Dogville,
de Lars Von Trier, no Festival de
Cannes de 2003 veio como surpresa. Ambos abordam o terrorismo doméstico em
virtude do abuso moral. Baseados nas falhas do “American Way of Life” Elefante
e Dogville tecem críticas ao modo
de vida e política dos norte americanos. Inspirado no Massacre de Columbine,
Gus Van Sant nos mostra um dia comum na Escola Secundária de Portland, exibindo
seus alunos em atividades curriculares e a interação com os colegas, nem sempre
amigável, resultando em bullying e
abuso moral. Sant filmou Elefante
(Elephant) de modo despretensioso, embora a obra seja de incalculável
preciosismo, enquanto o adjetivo que mais se encaixa no perfil de Trier é a
pretensão, seja em Dogville ou em
qualquer trabalho de sua autoria.
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