Já dizia a canção: “Não existiria som se não fosse o silêncio*.”
Utilizando essa fórmula Kleber Mendonça Filho lança seu primeiro filme de
ficção. Comparar O Som ao Redor a
obras de ficção científica que se valem do som e de imagens não é exatamente a
façanha que o diretor pernambucano alcançou. Ela vai mais além. O filme é
alçado como uma das melhores produções brasileiras dos últimos anos. Está entre
as dez produções elencadas pela respeitável lista do The New York Times de melhores filmes do ano. Ao lado de produções
como Lincoln, Django Livre e Amour. Ganhador de inúmeros prêmios e
elogios dos mais distintos segmentos culturais, tantos que seria preciso muitas
páginas para citar, enfim, O Som ao Redor
é um dos favoritos às indicações de melhor filme estrangeiro do Oscar 2014.
E se não agrada a gregos troianos em um país de cegos, ao menos renova as
forças de nosso cinema tão saturado de comédias vazias, mas que enchem salas de
cinema e nos deixam mais burros a cada nova exibição.
