A
Grande Beleza é um
filme poético, portanto a analogia com Amor,
vencedor do Oscar 2013, faz-se necessário. Lembro-me que ao escrever a crítica do
filme franco-austríaco fui tomado por um espírito de beleza e elucidação, como
se a verdade do mundo estivesse presente em um fim de tarde simples ao pôr do
Sol. Com a obra italiana, favorita à premiação em 2014, assinada por Paolo
Sorrentino não foi diferente. Tudo termina com um ponto final, mas antes havia
as palavras, tudo termina no silêncio, mas antes havia a fala, tudo termina com
a morte, mas antes havia a vida. Essa é a síntese dessa obra tão comparada com
os trabalhos do maior cineasta italiano, Federico Fellini, que tem em A Doce Vida (1960) a maior fonte
inspiradora.
