4 de março de 2013

007 – Operação Skyfall (2012)


Na comemoração dos 50 anos do agente secreto mais famoso do cinema quem foi presenteado foram os fãs da franquia 007. Apostando na simplicidade tecnológica para tornar as missões de James Bond mais reais, a exemplo da Trilogia Bourne, Robert Wade e Neal Purvis escreveram mais um roteiro para o agente 007, dessa vez em colaboração com John Logan, conhecido por roteirizar filmes como O Gladiador, O Aviador e mais recentemente Hugo, os dois últimos de Martin Scorsese. A direção ficou a cargo de Sam Mendes (Beleza Americana) que extraiu o máximo das atuações de Judi Dench e Javier Bardem.

Craig e Dench
O filme de certa forma fecha um ciclo e inclusive paira a dúvida se Daniel Craig voltará a interpretar James Bond, a boa notícia é a introdução do ótimo Ralph Fiennes como M. Que seja bem vindo! Por outro lado Judi Dench deixa a franquia após sete longas nesse mesmo papel, desde 1995 ela interpreta a chefe do MI6. Sua personagem foi carregada de uma carga dramática maior do que nos outros filmes. Ela teve que lidar com a crise que se instalou no MI6 após o roubo do HD que continha informações, inclusive as identidades, dos agentes secretos e com uma revelação de cunho pessoal que caiu como uma bomba. Esse choque emocional a transformou e aproximou o longa do gênero dramático.

Q. e Bond
007 – Operação Skyfall recebeu cinco indicações para o Oscar 2013, faturando os prêmios de melhor edição de som e melhor canção original para a ótima música composta por Adele e Paul Empworth Skyfall. Seu desempenho na noite da premiação foi incrível, destoa sua voz potente como James Bond executa suas missões. Ela transformou a abertura do filme em um show a parte e não é difícil se ver refém da melodia durante o dia todo. Todas essas mudanças fizeram de Operação Skyfall o melhor filme da franquia inglesa. Ele foi largamente elogiado pela crítica especializada e pelos fãs. Uma das cenas que denota a mudança de comportamento da série mostra Bond recebendo uma pistola e um rádio de Q., armeiro e hacker nível infinito,007 o questiona – Só isso? E Q. responde – O que você esperava? Uma caneta explosiva? As tiradas que se seguem quebram a tensão do roteiro e o transforma em um show ainda mais agradável de ser visto.

James Bond e Raoul Silva
Javier Bardem vive novamente um antagonista, depois do enorme sucesso de Anton Chigurh em Onde os Fracos Não Tem Vez, que o premiou com o Oscar de melhor ator coadjuvante, desenvolveu outro vilão primoroso e foi injustiçado pela Academia ao não ser indicado para o prêmio novamente. Como um terrorista virtual, Raoul Silva, ele deixa a violência um pouco de lado e deixa o trabalho sujo para seus capangas.Sua primeira aparição é notável e charmosa, toda ação se passa em uma ilha na qual James Bond é apresentado a ele. A cena dos dois é no mínimo hilária e o desenrolar dos fatos com a chegada de helicópteros é digna de trilha sonora de Wagner e lembrança de Apocalypse Now, pena que a tomada seja curta.

O clássico Ashton Martin
Ian Fleming jamais imaginaria que sua série de livros baseada em suas próprias aventuras quando era membro da Inteligência Naval Britânica iria se tornar a segunda franquia mais rentável de todos os tempos com ajuda de Skyfall que se tornou o primeiro filme do agente secreto a cruzar a linha de 1 bilhão de dólares em bilheterias, a única franquia que o supera é Harry Potter, desde 1962, data de lançamento de Dr. No com Sean Connery, foram realizados 25 filmes estrelando James Bond como protagonista. Operação Skyfall é a que mais retrata a realidade e mais se aproxima das raízes do agente secreto inglês inclusive com o retorno de seu Ashton Martin que sela o flerte com o passado de olhos bem atentos com o futuro e suas ameaças virtuais.

Confira o trailer:

Que o cinema esteja com vocês!