3 de janeiro de 2013

Prometheus (2012)


O retorno de Ridley Scott ao gênero no qual ele ganhou fama e prestígio foi muito aguardado, tanto pela mídia quanto por Hollywood. Prometheus inicialmente seria um episódio anterior ao filme Alien – O Oitavo Passageiro, de 1979, mas o projeto foi trancado desde 2000 até 2009 quando foi novamente cogitado por Scott. Ao sair da gaveta os rumos de Prometheus mudaram. O filme foi muito criticado por não representar tanto quanto esperavam os críticos. O roteiro possui algumas irregularidades e clichês, mas não tira o charme e elegância que apenas Ridley Scott consegue proporcionar a uma ficção científica.

O filme se inicia com um humanoide às margens de uma cachoeira, ele toma um líquido e se desintegra, suas células se desfazem em forma de DNA que cai sobre as águas, criando a alusão de que essa matéria deu origem à nossa vida na Terra. Baseado no livro Eram os Deuses Astronautas?, de Erich Von Däniken obra do suíço defende a teoria de que nosso planeta é visitado há tempos por seres interplanetários e que estes, ao cruzarem com os macacos, deram origem à vida humana.

Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) e Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) descobrem algumas pinturas rupestres do que seria, possivelmente, um homem apontando para uma constelação. Pinturas semelhantes foram encontras em várias partes do mundo e em civilizações sem nenhuma ligação entre si. Eles interpretam as figuras como um chamado e a partir de então a história se inicia.

Arte Rupestre em Prometheus

O livro de Däniken cita que os extraterrestres eram considerados divindades pelas antigas civilizações e em busca desses “deuses” a nave Prometheus parte. Outros autores defendem essa teoria como o famoso cientista Carl Sagan, consultor de Kubrick no roteiro de 2001 – Uma Odisseia no Espaço e autor da história de Contato (Contact – 1997) dirigido por Robert Zemeckis.

Charlize Theron em Prometheus
A viagem é financiada por Peter Weyland (Guy Pearce), um ancião que busca respostas para a morte na origem da vida. Na tripulação há ainda um androide chamado David (Michael Fassbender) e a estrela Charlize Theron que interpreta Meredith Vickers, papel que foi cobiçado por ninguém menos que Angelina Jolie, mas não entendi o motivo, já que o personagem não possui uma participação ativa e é praticamente um fantasma no filme. Anne Hathaway e Natalie Portman também manifestaram interesse no papel de Elizabeth.

O roteiro desliza logo no início quando os tripulantes são acordados da criogenia e os motivos da viagem são expostos, eram até então desconhecidos. Para um investimento de mais de três trilhões não consigo imaginar tal segredo para com os integrantes principais, sendo que uma exploração em busca de vida em outro planeta seria facilmente integrada por estudiosos da área.

Confira o trailer abaixo:


Outro ponto discrepante trata do geólogo que explora o planeta sem nenhum interesse em pedras, os  outros especialistas pareciam visitar um castelo mal assombrado e não fazendo parte de uma descoberta antológica como a viagem do homem à Lua, por exemplo. Dois exploradores acabam perdidos fora da nave, criando momentos de tensão, esse evento foi justificado por um capitão desleixado em uma nave que possuía um leitor de sonar eletrônico mapeando toda a área física em que se encontravam e poderosos equipamentos de comunicação.

Sigourney Weaver em cena de Alien - 1979
Detalhes a parte Prometheus, inspirado em Prometeu da mitologia grega, que roubou o fogo de Zeus dando-o aos homens, é um bom filme, demonstrando uma originalidade rara em filmes de ficção científica e termina com um gosto de quero mais e uma dúvida no ar. Scott e a 20th Century Fox pretendem continuar a saga provavelmente em 2015. Para os fãs de Alien a última cena guarda um segredo que vale a pena ser desvendado!


Que o cinema esteja com vocês!