21 de novembro de 2012

Branca de Neve e o Caçador (2012)


A ideia de realizar uma trilogia da história de Branca de Neve me chamou a atenção, no entanto, quando soube que Kristen Stewart teria o papel principal não esperei muito. Ainda assim quis assistir, quem sabe a atuação dela fosse diferente da série Crepúsculo? Quem sabe Charlize Theron atuasse de forma semelhante a sua personagem em Desejo Assassino e Chris Hemsworth apagasse o esteriótipo de Thor? Mas infelizmente eu estava errado.

Kristen e o diretor Rupert Sanders
O filme tem até certa ação, mas no geral é um filme chato. Tanto que o nome desse post seria: Branca de Neve e o Cobertor, pois eu dormi no fim do filme. Mas isso não é justificativa para os fãs me lincharem, o filme não é bom! No mínimo é um longa para adolescentes, com símbolos da juventude e exemplos de “perfeição”, como todo ídolo adolescente é. Mas de repente nem isso se pode afirmar, após o trágico episódio de traição de Kristen com o diretor Rupert Sanders. O que abalou o relacionamento dela com Robert Pattinson. Exposição conveniente às vésperas do lançamento da última parte da Saga Crepúsculo, essa conveniência aliada ao fato de que os dois voltaram dias após o ocorrido forma um cenário propício a um golpe de marketing.

Kristen e sua cara de vítima
Kristen foi a atriz mais bem paga do ano de 2011, mesmo sem nenhuma boa atuação em sua carreira, apenas pelo fato de ser ídolo juvenil. A imagem da artista anda abalada nos Estados Unidos onde ela já não era unanimidade. A imprensa ainda não se convenceu do talento que elevou Kristen ao topo da Forbes. Também não vi motivo para isso. A atuação dela como Branca de Neve foi apagada, tão apagada quanto neve (trocadilho infame). A única expressão que vemos em suas interpretações é sua cara de vítima. Sua falta de brilho atingiu o andamento do filme, que ficou moroso, arrastado e soou como canção de ninar (pra mim literalmente).

Charlize Theron
Charlize Theron não fez um bom papel de vilã dessa vez. Faltou algo, talvez uma direção mais incisiva, sentida no coração, uma direção com alma, com amor. O filme ficou sem identidade e os atores foram para o mesmo caminho, pareciam equipes de futebol cumprindo tabela, sem pretensões de nenhuma espécie. Na primeira aparição de Charlize me lembrei do papel que Angelina Jolie irá interpretar, da Bruxa Malévola em Bela Adormecida, da Disney. A expressão má de Jolie me deixou instigado com o filme. Julia Roberts recentemente também encarou uma vilã de contos de fadas, como vilã ela se saiu como Uma Linda Mulher. O espelho tinha razão, Charlize é claramente mais bela que Kristen, que furo de Rupert Sanders!

Jolie como Malévola
Chris Hemsworth foi outro que não obteve sucesso em seu desempenho. Atuação simples. O que salvou no filme foi a fotografia, belíssima, não tanto quanto Alice no País das Maravilhas, mas aí já estamos partindo para outro nível! Apesar da produção de Branca de Neve ter sido a mesma de Alice. Mas não deixo de estar curioso em relação as continuações de Branca de Neve, que apesar de tudo que vi, teve um lucro absurdo de quase 300 milhões de dólares.

Que o cinema esteja com vocês!