4 de novembro de 2012

Crítica de Cinema


Escrever sobre cinema é completamente diferente de tudo que já fiz. Sempre falei da introspecção, da busca de sabedoria e sentido da vida. Às vezes citava um filme, um diretor ou situação cinematográfica. Mas era diferente, pois muitos não têm conhecimento de causa de algo que parte do lado interno de outra pessoa. Por isso alguns se identificavam de alguma forma. Como ouvir Legião Urbana e imaginar que a canção composta por Renato Russo se encaixa em sua vida, como se fosse feita para você.

Falar de cinema envolve algo que muitas pessoas viram, muitos conhecem e muitos palpitam. Não é possível “enganar” ninguém. E às vezes uma crítica pode deixar um amante desapontado e por outro lado se elogiar um filme odiado por muitos pode te jogar no descrédito. É preciso dizer a palavra certa para o público correto, ou simplesmente seguir o eu interior sem rumo ou mapas e ver onde nos leva.

Não sou especialista em cinema, meu trabalho não tem nada a ver com arte e fora minha paixão por filmes e o amor pelas letras, não tenho nenhum diferencial para competir no mundo virtual. A palavra certa nem é competir, mas agregar. É difícil manter um blog de conteúdo por muito tempo sem ter leitores, por isso me pergunto: irei conseguir?

Preciso falar de filmes que gosto e que me tocam de verdade. Como Scorsese, Tarantino, Allen, Eastwood. Por isso falar de introspecção é diferente de falar de cinema. A menos que o cinema esteja dentro de você. E essa foi minha grande sacada, encontrar o cinema dentro de mim e deixar que as palavras escorram por minhas mãos. Às vezes me questiono se para falar de algum clássico que já vi, preciso revê-lo para ter mais propriedade, mas e os filmes que ainda não vi? Por isso prepare a pipoca e dá-lhe cinema daqui pra frente.

O cinema tem a capacidade de tocar as pessoas por dentro, como se fosse um grito vindo da alma e ecoando para o mundo todo ouvir. Descobri que tudo que amamos toca-nos por dentro de alguma forma, sendo assim, preciso descobrir o cinema que existe dentro de mim. E utilizar lirismo, romantismo e poesia para descrever meu introspectivo cinematográfico. E quem sabe dessa forma consiga leitores cativos e agregar conhecimento e informação nesse mundo tão saturado de coisas boas e fáceis ao mesmo tempo, que torna tudo que existe, sendo de qualidade ou não, a mesma coisa. E assim perdemos o que realmente nos faria felizes ou completos. É o que ocorria com a música. Antigamente o meio mais fácil de ouvir uma canção era ficar sintonizado o dia todo na estação de rádio favorita. E isso para ouvir a canção duas ou três vezes em um dia. Hoje basta ter a vontade e pronto, esteja onde estiver tudo está ao alcance de nossas mãos.

Mas será que o que estamos agarrando merece estar diante de nós ou fazer parte de nossa vida?

Que a introspecção esteja com vocês...